Cada ativo físico segue um percurso. É planeado, adquirido, implementado, operado, mantido e, por fim, substituído ou retirado de serviço. A eficácia com que uma organização gere cada uma destas fases tem um impacto direto no desempenho do ativo, nos custos operacionais, no risco e na sustentabilidade.
A Gestão do Ciclo de Vida dos Ativos (ALM) é o processo estruturado de gestão de um ativo ao longo de toda a sua vida útil, desde a identificação inicial de uma necessidade empresarial até à sua eliminação final. O seu objetivo é maximizar o valor, a fiabilidade e o desempenho, controlando simultaneamente o custo total de propriedade do ativo.
Em vez de encarar a aquisição, a manutenção e a substituição como atividades separadas, a Gestão do Ciclo de Vida dos Ativos integra-as numa única estratégia. Isto proporciona às organizações a informação de que necessitam para tomar melhores decisões a longo prazo sobre os seus ativos físicos.
Embora os modelos de ciclo de vida possam variar entre organizações e setores, a maioria dos ativos físicos passa por cinco fases principais.
Gerir estas fases como um processo contínuo evita que a informação fique fragmentada entre departamentos e sistemas. Garante também que cada decisão tenha em conta o histórico completo do ativo e o seu valor a longo prazo.
O preço de compra de um ativo representa apenas uma parte do seu custo global. O consumo de energia, as inspeções, as peças sobressalentes, a mão-de-obra, o tempo de inatividade, a conformidade e a eliminação podem representar uma proporção significativa do seu custo total de propriedade. Sem uma perspetiva de ciclo de vida, as organizações podem optar por ativos mais baratos que se tornam mais dispendiosos ao longo do tempo.
Uma gestão eficaz do ciclo de vida dos ativos ajuda as organizações a:
O resultado é uma abordagem mais equilibrada em termos de desempenho, custos e riscos ao longo da vida útil do ativo.
A gestão de ativos é a disciplina mais abrangente que coordena pessoas, processos, tecnologia e informação para gerar valor a partir dos ativos. Abrange a governação, o risco, o desempenho, a manutenção, o planeamento financeiro e a tomada de decisões estratégicas em toda uma carteira de ativos.
A gestão do ciclo de vida dos ativos centra-se especificamente na sequência de fases por que cada ativo passa, desde o planeamento até ao descarte. É, portanto, uma componente central de uma estratégia mais ampla de gestão de ativos, em vez de uma disciplina separada ou concorrente.
Na prática, as duas disciplinas funcionam em conjunto. A gestão de ativos define os objetivos e as políticas da organização, enquanto a gestão do ciclo de vida os aplica às decisões tomadas em cada fase da vida de um ativo.
Gerir o ciclo de vida de um ativo com folhas de cálculo, registos em papel e aplicações desarticuladas dificulta a manutenção de informação fiável. Os dados podem estar duplicados, desatualizados ou indisponíveis para as equipas responsáveis pela manutenção, aquisições, finanças e sustentabilidade.
Uma plataforma de Gestão de Ativos Empresariais (EAM) cria uma fonte central de informação sobre os ativos físicos e o seu histórico completo. Permite interligar registos de ativos, ordens de trabalho, inspeções, documentos, contratos, custos, inventário e dados de desempenho no mesmo ambiente.
Com o software EAM, as organizações podem:
Esta visibilidade permite que as equipas passem de decisões isoladas e reativas para uma estratégia coordenada de ciclo de vida baseada em dados fiáveis.
Uma estratégia de ciclo de vida bem-sucedida começa com dados fiáveis e prioridades empresariais claras. As organizações devem começar por identificar os seus ativos mais críticos e definir a informação necessária para os gerir de forma eficaz.
Os passos-chave incluem:
O objetivo não é simplesmente recolher mais dados. É transformar informações precisas sobre os ativos em decisões que melhorem o desempenho e o valor a longo prazo.
A Gestão do Ciclo de Vida dos Ativos proporciona uma visão completa de como os ativos físicos criam valor ao longo do tempo. Ao interligar o planeamento, a aquisição, a operação, a manutenção e a retirada de serviço, as organizações podem reduzir custos, melhorar a fiabilidade e tomar decisões de investimento mais informadas.
A tecnologia é essencial para este processo. Uma plataforma EAM central garante que as equipas trabalhem com informação consistente e que cada decisão relativa ao ciclo de vida reflita o estado, o histórico, os custos e a importância estratégica do ativo.
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