As organizações que implementam a norma ISO 50001 deparam-se frequentemente com os mesmos obstáculos. Compreendê-los antecipadamente pode poupar meses de atraso e milhares de esforços desperdiçados.
Se já está convencido de que a gestão sistemática da energia é a opção correta, este artigo ajudá-lo-á a evitar as armadilhas mais comuns. Se ainda está a avaliar, comece com 5 sinais claros de que a sua empresa está a desperdiçar energia (e dinheiro) para esclarecer se tem um problema energético que vale a pena resolver:
5 sinais claros de que a sua empresa está a desperdiçar energia (e dinheiro)
A armadilha:
Contrata-se um consultor para redigir políticas e procedimentos. Eles produzem uma pasta de documentos. Arquiva-se tudo. Continua a tomar decisões sobre energia da mesma forma que sempre o fez.
Porque é que falha:
A ISO 50001 não tem a ver com documentação; tem a ver com comportamento. A norma espera que utilize os seus dados energéticos, analise o desempenho regularmente e actue com base no que aprendeu. Ficheiros sem ação não têm qualquer valor.
Como evitá-lo:
A armadilha:
Instalam-se sensores e painéis de controlo. Os dados fluem. Ninguém os verifica. Os painéis de controlo acumulam "pó digital".
Porque é que falha:
Os dados por si só não mudam nada. É preciso que alguém se aproprie dos dados, os reveja regularmente e tome medidas em relação ao que eles revelam.
Como evitá-lo:
A armadilha:
A liderança vê que "o melhor da sua classe consome menos 50% de energia" e estabelece um objetivo de redução de 50% para o Ano 1.
Porque é que falha:
Os objetivos impossíveis desmoralizam as equipas. Depois de alguns meses sem os atingir, as pessoas deixam de tentar.
Como evitá-lo:
A armadilha:
Passa meses a construir um modelo de base perfeito, normalizado pelo tempo, ajustado à produção e ponderado pela ocupação. Quando termina, a dinâmica já não existe e o negócio já seguiu em frente.
Porque é que falha:
O perfeito é inimigo do bom. Uma linha de base com 80% de exatidão que utiliza mensalmente é muito mais valiosa do que uma linha de base com 100% de exatidão que demora seis meses a construir.
Como evitá-lo:
A armadilha:
A liderança financia uma grande substituição do HVAC, mas não resolve o facto de o HVAC estar a funcionar 16 horas por dia quando as instalações funcionam apenas 8 horas.
Porque é que falha:
Gasta-se capital para resolver um problema que uma mudança operacional resolveria de graça. Perde-se também o ímpeto de resultados visíveis e rápidos.
Como evitá-lo:
A armadilha:
Impor novos procedimentos a partir do topo ("Aqui está o vosso novo sistema de gestão de energia") sem consultar as equipas que têm de os executar.
Porque é que falha:
O pessoal das instalações vê a gestão da energia como um trabalho extra sem qualquer benefício. A conformidade é fraca; o sistema falha.
Como evitá-lo:
A armadilha:
Ano 1: implementa ganhos rápidos, consegue 8% de poupança e celebra. Ano 2: Nada de novo acontece. A atenção desvia-se. O consumo aumenta. Ano 3: Volta a estar perto da linha de base.
Porque é que falha:
Sem uma disciplina de melhoria contínua, as melhorias desvanecem-se. Os controlos perdem força. A complacência do pessoal instala-se.
Como evitá-lo:
No projeto do banco português descrito em Eficiência Energética: O Guia Completo para Transformar Custos em Rentabilidade, a mudança para a gestão sistemática da energia não foi fácil no início. De repente, as equipas das sucursais tiveram acesso a dados que nunca tinham visto antes e esperava-se que agissem com base neles. O fator crítico de sucesso foi o facto de os gestores das sucursais terem sido responsabilizados pelo seu desempenho de base e de o coordenador de energia ter trabalhado com eles para compreender os dados e identificar soluções. Sem essa colaboração - se tivesse sido tratada como "a empresa está a obrigar-nos a mudar" - as melhorias não teriam vingado. É nessa parte comportamental e cultural que a maioria das implementações falha ou tem sucesso.
Para um estudo de caso pormenorizado e resultados financeiros, ver Guia Completo para Transformar Custos em Rentabilidade
Antes de avançar com a ISO 50001, pergunte à sua equipa:
Se alguma das respostas for "não", comece por resolver esse problema. Caso contrário, está a preparar-se para a frustração.
Se a sua organização está pronta para a implementação, mas pretende orientação, o artigo Como implementar a ISO 50001 em 90 dias: um roteiro prático apresenta em pormenor as fases, os prazos e os resultados.
Para um caso de negócio mais alargado e resultados financeiros detalhados de uma implementação real, consulte Eficiência energética: O Guia Completo para Transformar os Custos em Rentabilidade.
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