Portugal foi novamente o país da União Europeia com menor pegada carbónica per capita em 2023, segundo dados oficiais do Eurostat. Esta métrica única considera todas as emissões incorporadas nos bens e serviços consumidos em Portugal – incluindo importações – e não apenas as emissões produzidas no país.
Os números falam por si:
- Portugal: 6,5 toneladas CO₂e por habitante
- Média UE: 9,0 toneladas CO₂e por habitante
- Chipre (maior): 14,8 toneladas CO₂e por habitante
Esta liderança coloca Portugal à frente de países como Bulgária (6,8t), Suécia e Roménia (6,9t), mas levanta uma questão crítica para empresas: como transformar esta vantagem nacional em vantagem competitiva real?
1 Pegada de gases com efeito de estufa por país dos bens e serviços consumidos na UE.
Fonte: Eurostat
Implicações operacionais para empresas portuguesas
Se a nível macro Portugal demonstra capacidade de liderança na transição energética, o mesmo não ocorre uniformemente ao nível organizacional. A maioria das empresas portuguesas enfrenta desafios comuns na execução prática desta ambição nacional:
- Fragmentação de dados operacionais: consumos energéticos, manutenção de equipamentos e inventário de ativos físicos raramente coexistem na mesma plataforma.
- Visibilidade limitada Scope 3: embora a pegada nacional exclua emissões incorporadas em cadeias de fornecimento, a crescente pressão CSRD obriga as empresas a quantificar estes impactos.
- Manutenção predominantemente reactiva: segundo dados internos de implementação Nextbitt, 68das ordens de trabalho em portfolios iniciais eram correctivas.
O resultado é uma perda média estimada de 18% em eficiência energética, conforme benchmarks sectoriais observados em mais de 150.000 activos geridos pela plataforma Nextbitt em Portugal e Espanha.
Nextbitt na prática: integração operacional que reflecte a liderança nacional
A plataforma Nextbitt foi desenhada precisamente para resolver esta desconexão entre ambição estratégica e execução operacional. Ao integrar monitorização IoT, inteligência energética e gestão de activos físicos, permite às organizações portuguesas operacionalizar a eficiência que sustenta a liderança nacional.
DHM Hotels: 33.000 activos e 14 unidades
Um exemplo paradigmático é a implementação na DHM Hotels, que gere 33.000 activos físicos distribuídos por 14 hotéis com mais de 1.000 quartos. A integração Nextbitt permitiu:
- Monitorização simultânea de consumos energéticos e hídricos
- Redução observada de 20% em energia e água
- 267 utilizadores activos na plataforma
Esta escala demonstra viabilidade em portfolios geograficamente dispersos, típicos do sector hospitality português.
BPI-Caixabank: eficiência em 350 instalações financeiras
No sector financeiro, o BPI-Caixabank implementou Nextbitt em mais de 350 instalações, envolvendo 4.500 requerentes de serviços de activos. O resultado quantificado:
"Através do sistema de gestão energética Nextbitt, estimamos uma poupança média anual de 5% na electricidade. Dado o universo das instalações bancárias, tem impacto significativo no footprint operacional e custos energéticos." Bruno Jorge - Diretor de Facilities - Banco BPI
Esta poupança sistemática em portfolios de alta dispersão geográfica valida o modelo para redes nacionais.
Outros exemplos de execução em Portugal
A experiência Nextbitt em Portugal inclui implementações em sectores críticos:
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Organização |
Ativos geridos |
Destaque operacional |
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900 instalações |
10.000 pedidos/ano processados |
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22.000 activos |
1.000 instalações monitorizadas |
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54.000 activos |
909.000 ordens de trabalho executadas |
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14.000 activos |
Melhoria tempos análise/resposta |
Energy Intelligence: tecnologia por detrás dos resultados
O núcleo da plataforma é o módulo de Gestão de Energia, que consolida:
- Dados IoT de equipamentos e contadores
- Algoritmos preditivos de desvios de baseline
- Workflows automáticos de correcção
Esta capacidade permite identificar, por exemplo, um compressor HVAC com consumo 28% acima da norma, gerando ordem de trabalho geolocalizada ao técnico disponível, com resolução média inferior a 6 horas.
Da liderança nacional à execução empresarial
A menor pegada carbónica europeia de Portugal não é acidente, mas o resultado de decisões consistentes ao nível nacional. Empresas que replicam esta disciplina operacional – através de integração dados, inteligência preditiva e workflows automatizados – não só consolidam vantagem competitiva, como posicionam-se como referências ESG num mercado cada vez mais escrutinado.
Para avaliar o estado actual dos seus ativos face a estes benchmarks nacionais, agende uma sessão de avaliação, para avaliarmos os ativos mais intensivos em consumo energético da sua empresa.